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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Os bons vencerão.

Disse em um dos meus textos anteriores que o cotidiano esta assustador que o medo parece estar mais presente e vimos nesta ultima semana vimos que realmente há um desequilíbrio no mundo, entretanto, ao contrário de muitos continuo mantendo a mesma ideia de que o mundo irá evoluir até que se purifique completamente.
A tragédia no Rio de Janeiro mostrou a que ponto um ser humano desequilibrado pode chegar, mas, nos mostrou também que muitos, e graças a Deus a maioria, ainda se consterna e se sente aterrorizado e reza pelos que sofrem demonstrando que se sente irmão do seu semelhante agindo de forma completamente oposta do causador deste sofrimento.
Enquanto o ser humano conseguir encontrar no outro a sua imagem e sentir empatia saberemos que o mundo ainda tem salvação.
Claro que alguns monstros estão aparecendo pelo mundo e a nossa volta vemos a fúria da natureza atingindo a humanidade e mostrando a fragilidade da vida e isto assusta nos dá a impressão de que o mundo não tem mais jeito, entretanto, mesmo no meio das tragédias humanas sempre encontramos a caridade a empatia e a vontade de buscar um caminho melhor.
Costumam dizer que sou pessimista, um verdadeiro byronista, mas estes fatos eu consigo olhar de forma diferente e vejo a força do ser humano o quanto a empatia pode ultrapassar o limite da distância, da língua, das religiões e no momento da necessidade estendendo as mãos para ajudarmos o nosso semelhante. Poderia falar sobre diversos motivos de um homem disparar contra crianças, ou sobre os motivos ocultos de uma tragédia causada pela natureza, mas, prefiro olhar as reações de apoio, de carinho, de amor pelos que sofrem vendo que o numero dos que ferem e destroem é bem menor dos que ajudam.
Não acho que esta tudo bem nem que as coisas estão lindas, mas, acho melhor olhar por este ângulo e ir contra os pensamentos infrutíferos de raiva e ódio que no fundo são as razões das nossas maiores tragédias.

terça-feira, 29 de março de 2011

Aos Guerreiros

Não posso me dizer fã da trajetória política do ex-vice presidente Jose Alencar, pois não a acompanhei e não tenho informações suficientes a respeito, mas agora pouco isto importa gostaria de deixar claro aqui que o que me faz fã deste homem não é o fato dele ser um político destacado no cenário nacional. Foi sim o fato de ser um guerreiro, lembrou nesta luta outro político que também não fraquejou diante da cruel doença a qual foi acometido o governador Mario Covas que até o ultimo minuto luto pela vida.
A luta pela vida deixa todo ser humano consternado, e no caso destas duas figuras, por mais que no caso do Mario Covas eu pessoalmente era contrário a algumas ideologias, quando vi a força em não desistir diante do grande mal que os atingiam mantendo compromissos mostrando-se guerreiros e firmes na luta mesmo quando era clara a impossibilidade de vitória tornei-me fã. Eles perderam completamente qualquer tipo de objeção da minha parte e creio de da maior parte do povo brasileiro. Afinal somos maiores do que as ideologias somos semelhantes, e nessa semelhança o apoio e à admiração nos é automática a quem mostra firmeza diante de um grande obstáculo.
Ao ver a força tanto de Mario Covas como de Jose Alencar não só eu como quase a totalidade dos brasileiros reconhecemos neles a força que nos faz dignos e nos tornamos fãs, caíram as ideias, as diferenças, os lados, veio à tona a face humana e nesta face o brilho da luta. O rosto cansado, abatido, a voz mais mole por conta das dores não afetou as palavras, pelo contrário, foi neste momento que o discurso tornou-se mais aguerrido e contundente.
No momento de maior sofrimento não se ouviu lamurias, não se ouviu ataques, não se ouviu fraqueza. Lutaram como guerreiros tornando o momento mais difícil da vida de um ser em imagem de força e resistência beirando a teimosia, no caso do forte e já saudoso José. Da morte não tiveram medo e sim, foram dignos. Saudades Mario, vai com Deus José. GUERREIROS.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Fim dos Tempos

Para dizer a verdade todos estamos assustados mesmo ouvindo os historiadores citandos diversas outras hordas de tragédias naturais e fases de guerras civis picopando ao mesmo tempo por varias partes do mundo a quantidade de informações recebidas diariamente hoje em dia nos coloca diante de acontecimentos fortes e reais que nos trazem uma sensação estranha de medo.
Este medo num é um medo comum como o de ser assaltado ou de perder o emprego e sim a eterna idéia de final do mundo o armagedom, porém, sinceramente a idéia de controle é inconsciente em uma grande parcela das pessoas por isso a idéia de que a ordem esta se alterando e que ela não tem participação ou controle a assusta. Então este medo de que o resto das coisas a sua volta também entrem em colapso em algum momento, trazendo o caos a ordem estabelecida quebrando o seu sabido controle equivale, ao meu modo de ver as pessoas, com a idéia de armargedom.
Talvez seja uma idéia simplista de mostrar que o mundo sempre se renova e que não devemos nos desesperar por conta das grandes tragédias como o terremoto e o tsunami no Japão, ou as grandes revoltas como as que estão em curso no Oriente Médio, mas prefiro dizer que o mundo muda sim e que mesmo as tragédias são momentos onde testamos o nosso lado humano e que alguns regimes devem cair mesmo que não saibamos o que virá depois isso faz parte do ciclo da vida.
Creio sim que o mundo esta num momento importante da evolução e que todos os acontecimentos atuais têm parte neste processo, entretanto evoluir não é sinônimo de fim da existência e sim o inicio de uma nova fase e estes picos de evolução já ocorrem a milhares e milhares de anos na história do ser humano.
Cabe a nós seguirmos no barco da evolução e nos tornamos seres humanos melhores ao invés de esperarmos sempre o fim dos tempos e a chuva de fogo dos céus.

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