Tenho muito carinho em mim e sempre senti necessidade de doar isso há alguém, entregando assim esses bons sentimentos a quem realmente meu coração elegesse como dona disso tudo que carrego dentro do peito.
Claro que em alguns momentos me enganei, acreditei que a busca havia terminado por algumas vezes e o tempo passava e tudo se esclarecia e não se passava de um ledo engano e em alguns momentos, um engano doloroso que punia pelo erro.
O tempo não foi muito amigo deixou-me exposto a um sem fim de gente que queria somente zombar da pureza de minhas palavras ou da inocência de meus atos, então fui me guardando me reservando cada dia mais.
Até seus olhos surgirem diante dos meus e jogarem para fora tudo o que o meu peito represava com medo de ser ferido. Novamente e os diques se arrebentaram e jorrou de mim o carinho gigantesco sem reservas, livre de qualquer preconceito, de qualquer restrição por vergonha ou medo. Sentindo-me um escudeiro ao encontrar a real espada ou a um rei ao ser entronado e apresentado a sua coroa, forte, viril, feliz e pronto para minha missão, tornar-te feliz.
Desta vez fui prudente esperei para ter certeza do que sentia e ver se não era mais um engano das minhas carências. Enfim, o tempo passou e só vi este sentimento aumentar de maneira muito descontrolada a ponto de perder o rumo em alguns momentos.
Contudo, a cada hora que passa sinto que estou mais distante da honra de conseguir demonstrar o que sinto e meu coração fica inconstante ora triste pela impossibilidade limitante e destrutiva, ora feliz por acreditar que a força disso que me toma há de chegar a você e tomar-te de assalto com verdade e carinho, pois é real, tem força pura.
Na realidade olho e sinto que apesar de saber o tamanho da força do que sinto dentro de mim, esta a cada minuto mais difícil de se tornar real. Aos poucos isto vem se tornando um veneno em meu sangue, nasce no coração e segue pelo meu pulso incendiando os meus sentidos ardentemente e por mais que seja puro e cheio de sinceridade, parece não ter o poder de conquistar o coração ao qual almeja doar todo este carinho. Sinto que mesmo que me destrua não surtirá efeito algum e o carinho continuará a ser represado e logo o medo voltará a fechar todas as portas e a única diferença será uma ferida nova e bem mais funda.
Aqui o que vale é pensar
Penso Logo... Questiono
terça-feira, 27 de novembro de 2012
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
Rosas e Beija flores
Ando inventando muitas tramas para salvar meu coração dessa doença, deste vicio que enlouquece os sentidos e toma-me os dias num pensar contínuo e apreensivo.
Como todo vício ele insiste em ficar na mente em uma necessidade psicológica que faz do físico algo tão remoto que pareço estar em outra dimensão lutando contra coisas as quais não posso tocar, e pior, que não posso vencer.
Neste vício vivo um sonho e nele tem uma rosa tão rara de uma beleza tão gostosa de se ver que mesmo sem estar perto vejo os contornos nitidamente a qualquer momento, até o aroma me toma em certos começos de noites onde a saudade aperta.
Sei que esta rosa é rainha em sua estufa toda protegida por borboletas e jardineiros e tem seu próprio cravo a lhe namorar e que ela esta feliz assim.
Contudo, sou um beija flor inebriado com sua beleza forte em traços e delicada em encantos diversos e fui envenenado com o seu aroma doce e gentil que parece tomar-me a alma de assalto e me faz sonhar.
Talvez eu não me encaixe neste ambiente, a estufa não é lugar para beija flores, não devo sequer ser lembrado pela rosa que em seus dias amenos é cercada por carinhos e atenção por todos e que prefere o cravo a uma ave estranha e em nada parecida com ela.
Meu pensar fica nela o tempo todo o desejo de seu néctar, a vontade de estar perto e sentir a textura de suas pétalas, o querer estar sempre perto tornou-se um vício pesado que feri demais afinal esta claro que não há lugar na estufa e que sequer sou lembrado e vivo a rodeá-la como se um dia pudesse atravessar aquele vidro.
Os dias e as noites passam e meu coração adoece e a cada minuto a vontade é de mudar o mundo e me transformar num cravo para ali com ela estar a todo momento em seu coração. Mas, só me restam as tramas para esquecer meu sonho e viver a vida com menores danos.
Por isso a trama de deixar é muito maior que a de vencer. há batalhas que realmente são insustentáveis e nos dissolvem quebrando nossas asas e nos fazendo não querer mais sonhar.
Como todo vício ele insiste em ficar na mente em uma necessidade psicológica que faz do físico algo tão remoto que pareço estar em outra dimensão lutando contra coisas as quais não posso tocar, e pior, que não posso vencer.
Neste vício vivo um sonho e nele tem uma rosa tão rara de uma beleza tão gostosa de se ver que mesmo sem estar perto vejo os contornos nitidamente a qualquer momento, até o aroma me toma em certos começos de noites onde a saudade aperta.
Sei que esta rosa é rainha em sua estufa toda protegida por borboletas e jardineiros e tem seu próprio cravo a lhe namorar e que ela esta feliz assim.
Contudo, sou um beija flor inebriado com sua beleza forte em traços e delicada em encantos diversos e fui envenenado com o seu aroma doce e gentil que parece tomar-me a alma de assalto e me faz sonhar.
Talvez eu não me encaixe neste ambiente, a estufa não é lugar para beija flores, não devo sequer ser lembrado pela rosa que em seus dias amenos é cercada por carinhos e atenção por todos e que prefere o cravo a uma ave estranha e em nada parecida com ela.
Meu pensar fica nela o tempo todo o desejo de seu néctar, a vontade de estar perto e sentir a textura de suas pétalas, o querer estar sempre perto tornou-se um vício pesado que feri demais afinal esta claro que não há lugar na estufa e que sequer sou lembrado e vivo a rodeá-la como se um dia pudesse atravessar aquele vidro.
Os dias e as noites passam e meu coração adoece e a cada minuto a vontade é de mudar o mundo e me transformar num cravo para ali com ela estar a todo momento em seu coração. Mas, só me restam as tramas para esquecer meu sonho e viver a vida com menores danos.
Por isso a trama de deixar é muito maior que a de vencer. há batalhas que realmente são insustentáveis e nos dissolvem quebrando nossas asas e nos fazendo não querer mais sonhar.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
SOL NOTURNO
Ontem o sol não se pôs como habitualmente, ficou no céu muito além do tempo habitual. Neste instante senti nascer em mim uma nova esperança e senti surgir pela primeira vez o real calor da vida.
Não sei ao certo porque tal sol esquenta tanto meu peito, talvez seja aquele abraço quente de aroma inebriante que tenha feito meus olhos enxergarem uma nova realidade.
Nesta noite não vi a escuridão senti o calor dentro do peito como que brotando do meu próprio coração vislumbrei em mim um carinho gigantesco.
Aventei também outra hipótese, talvez o sol esteja preso dentro daquele brilho castanho que me mirava com afeto diligente e que fazia mover mais rápido a minha maquina particular de bombear sangue. Com isso mesmo nas horas que em que a escuridão estaria no auge ainda assim enxerguei só a claridade.
São muitas as hipóteses, nenhuma explicará de forma racional o porquê deste brilho intenso que não sumiu nas horas noturnas e continua mesmo quando fecho os olhos.
Não buscarei por explicações que possam desfigurar a beleza deste momento apenas vou curtir cada minuto em que este sol estiver no meu céu. Cuidando para guardar o máximo dessa energia dentro do meu peito e traduzi-la em minhas ações expondo toda a minha alegria de sentir este calor.
Agradeço por passar por este momento e luto para que nada atrapalhe na construção vigorosa de um sentimento amigo, carinhoso e amoroso que nasceu desta claridade intensa e iluminou minha eterna noite.
Mesmo que este sol não me pertença, terá presença garantida em meu coração e sempre há de brilhar.
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