Li o texto que escrevi ontem e vi porque temos alguns diagnósticos totalmente errados.
Em dado momento eu disse "parece que vamos morrer amanhã". Não é igual a síndrome do pânico como já fui diagnosticado, apesar de na época eu realmente estar com os sintomas desta síndrome.
Bom, eu vivi realmente a síndrome do pânico a sensação de morte a crise de ansiedade, venci realmente este mal, existiam gatilhos que disparavam o pânico e era muito difícil, mas consegui fazer um recomportamento destas situações e durante um ano e pouco lutei e venci. Contudo, o TDAH ficou ali intacto, escondido após uma grande vitória.
Não sou especialista, mas creio que o TDAH levou a síndrome de pânico em dado momento devido a enorme dificuldade de convívio, pois foi esta dificuldade que desencadeou as primeiras crises da síndrome.
Estou explicando isso, pois pode haver um dia alguém que leia isto e pegue esta declaração sobre a sensação de que vamos morrer amanhã e confunda com a síndrome do pânico.
A diferença é simples, a sensação de morte da síndrome não é pra amanhã, ela é física vem na hora. Falta ar, o coração dispara, começamos a suar e tremer, "estamos morrendo", vai por mim é assustador e extremamente real é uma crise de ansiedade descadeada por uma situação, um gatilho que trás o medo e o corpo começa a ficar em prontidão para se defender. Como a ameaça nunca chega realmente as substâncias que aceleram o coração e te prepararam pra correr ou para a briga acabam agindo de forma maléfica em seu corpo te dando esta sensação de que você esta morrendo.
O tratamento para isto é baseado em remédios e em terapia comportamental, resignificação de situações que levam ao pânico e não é nada simples, eu sei bem!
Agora a sensação que eu disse no texto anterior e diferente, é tão minha que preciso fazer uma analogia para poder explicar sem me perder.
Imagine um escultor que esta desde os primeiros anos de seus trabalho, ali ainda na adolescência, empenhado em uma escultura e no momento já esta idoso e não consegue terminar a escultura. Em outras palavras, ele passou a vida construindo e não construiu não consegue terminar. Neste momento bate um desespero profundo, pois ele olha e vê que não tem mais forças, não tem mais tempo e pior não tem habilidade para começar uma nova escultura e que também esta não é a vontade dele a vontade dele é consertar aquela que ele se dedicou tanto.
O desespero neste caso é de se sentir incapaz, inútil e completamente sem saída, então, a vida simplesmente perdeu o sentido, pois ele dedicou a vida a uma ilusão. A ideia não é que ele vá morrer amanhã e sim que ele pode morrer amanhã, ou deve, pois é simplesmente um inútil. Afinal ele dedicou tudo o que ele sabia, todas as suas forças, tudo o que ele é em algo e não foi capaz de conseguir, então a pergunta é para que continuar vivendo?
Transporte isso para uma amizade cultivada há anos, sabendo sempre que tem uma espada sob a sua cabeça, e terá o escultor e sua escultura. A diferença é que o escultor não sabia que não tinha a capacidade de terminar a obra, nós sabemos e a cada fracasso comprovamos que a capacidade realmente não existia.
Neste sentido a vida vai se esvaindo por entre os dedos e o tal "morrer amanhã" é quase que um desejo forte de quem não se reconhece no mundo onde vive e a certeza de que se continuar só causará maiores problemas ou os mesmos com pessoas diferentes.
Espero ter esclarecido e que quem leia consiga olhar um TDA com maior paciência e ajudá-lo a sair desse ciclo infernal em que vivemos.
Solidão não é bom para ninguém, imagine quando você que se divorciar de você mesmo e fugir???
Aqui o que vale é pensar
Penso Logo... Questiono
terça-feira, 29 de setembro de 2015
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
TDAH x Vida
Tenho um amigo que jamais me abandonou, como uma entidade anda comigo.
Devo retificar, talvez não seja um amigo e sim um inimigo que me acompanha
Amizades se perderam todas diante de uma ansiedade e um comportamento desconexo
Há dentro de mim um caminho confuso que destrói a todas as amizades que tento manter
O fato é que por mais que eu analise, pense, diga, tudo pode ser revisto pela voz da razão. Da razão sem o descontrole do deficit de atenção.
Muito provavelmente, eu jamais teria perdido as melhores amizades que já construí e já estivesse no minimo formado e até dando aula, já que gosto disso.
A realidade porém é bem diferente, não consigo sequer estudar, esqueço de tudo um pouco e nas amizades eu sou muito perdido, péssimo. O pior não é me achar péssimo e não conseguir estudar e esquecer de tudo, o pior é não saber como vencer a dificuldade de estudar, é não conseguir lembrar de coisas básicas, como comer, o pior é saber que sou um péssimo amigo e praticamente não saber porque sem desenharem grande na minha cara e mesmo assim eu ainda errar novamente do mesmo jeito.
Hoje tenho um novo amigo, o tratamento, mas ele não é perfeito e aos poucos estou tentando me resolver com ele a ponto de encarar a realidade como ela é e não da forma deturpada que vi até hoje.
Durante toda a minha vida eu me sentia diferente, percebi que eu não era igual a ninguém, que a intensidade da minha vida era totalmente diferente da vida dos outros.
No meu mundo a alegria era forte e a tristeza era vívida também, e as pessoas eu triturava, num mecanismo desconhecido por mim, mas os resultados eram claros solidão, desentendimentos, falta de companhias pra tudo.
Com o tratamento vejo um novo caminho, mas para se tratar é necessário dinheiro e as vezes ele falha e nesta ultima falha, a recém saída do forno, eu perdi a amizade que mais havia perdurado, aos trancos e barrancos. Esta amizade estava comigo mesmo antes do diagnóstico e ficou até esta última falha, já saturada e vencida pelo cansaço cedeu a razão comum e se desfez.
As vezes me sinto injustiçado, pois como eu posso me defender de algo que não tenho como identificar que esta acontecendo? Que só posso ver os efeitos e mesmo assim sem conseguir reconhecer o que é óbvio para todos, contudo, para mim é totalmente invisível?
Demorei exatos 31 anos para descobrir o que era tudo isso, antes me diagnosticavam com diversas doenças sem sentido algum, que atendiam somente a ansiedade e nada mais, até chegar a ao TDAH.
São 23hrs neste momento e costumo orar por esta amiga que perdi neste horário e este texto será parte desta oração hoje.
Quero o seu bem baixinha, talvez eu não seja um cara que entenda muito da vida e não entenda muito dos sentimentos dos outros, mas entendo que sinto carinho por você e quero muito a sua felicidade.
Agi daquela forma não porque queria te magoar, agi daquela forma porque na minha cabeça naquele momento era o melhor a se fazer, "lutar até o último sopro de vida pela "causa" a qual estou me dedicando", é ridículo e não é sua culpa, mas rogo a Deus que você entenda que eu estava sem a minha medicação e por isto estava muito vulnerável e entendendo isso você volte atrás.
Claro que você não lerá este texto, mas pelo menos algum dia alguém lerá e não subestimará esta doença de forma alguma, pois eu tenho 32 anos, a um ano descobri e pouco venci dela.
Caro leitor, se você conhecer alguém que tenha este diagnóstico e tiver algum carinho por esta pessoa tenha paciência, nossa vida pode ser destruída por isso. A solidão, as dificuldades, a forma como estamos fora da sociedade é assustador!!! Ajude-a, é sério!!! é sufocante demais ser assim, é desesperador, é como se fossemos morrer amanhã, mas não morreremos e estaremos ali no turbilhão maluco onde ninguém esta só a gente, num mundo só nosso de solidão e intensidade.
Perdão se me excedi, mas talvez ninguém leia de fato, e este texto seja somente uma oração, que talvez sequer seja ouvida.
Devo retificar, talvez não seja um amigo e sim um inimigo que me acompanha
Amizades se perderam todas diante de uma ansiedade e um comportamento desconexo
Há dentro de mim um caminho confuso que destrói a todas as amizades que tento manter
O fato é que por mais que eu analise, pense, diga, tudo pode ser revisto pela voz da razão. Da razão sem o descontrole do deficit de atenção.
Muito provavelmente, eu jamais teria perdido as melhores amizades que já construí e já estivesse no minimo formado e até dando aula, já que gosto disso.
A realidade porém é bem diferente, não consigo sequer estudar, esqueço de tudo um pouco e nas amizades eu sou muito perdido, péssimo. O pior não é me achar péssimo e não conseguir estudar e esquecer de tudo, o pior é não saber como vencer a dificuldade de estudar, é não conseguir lembrar de coisas básicas, como comer, o pior é saber que sou um péssimo amigo e praticamente não saber porque sem desenharem grande na minha cara e mesmo assim eu ainda errar novamente do mesmo jeito.
Hoje tenho um novo amigo, o tratamento, mas ele não é perfeito e aos poucos estou tentando me resolver com ele a ponto de encarar a realidade como ela é e não da forma deturpada que vi até hoje.
Durante toda a minha vida eu me sentia diferente, percebi que eu não era igual a ninguém, que a intensidade da minha vida era totalmente diferente da vida dos outros.
No meu mundo a alegria era forte e a tristeza era vívida também, e as pessoas eu triturava, num mecanismo desconhecido por mim, mas os resultados eram claros solidão, desentendimentos, falta de companhias pra tudo.
Com o tratamento vejo um novo caminho, mas para se tratar é necessário dinheiro e as vezes ele falha e nesta ultima falha, a recém saída do forno, eu perdi a amizade que mais havia perdurado, aos trancos e barrancos. Esta amizade estava comigo mesmo antes do diagnóstico e ficou até esta última falha, já saturada e vencida pelo cansaço cedeu a razão comum e se desfez.
As vezes me sinto injustiçado, pois como eu posso me defender de algo que não tenho como identificar que esta acontecendo? Que só posso ver os efeitos e mesmo assim sem conseguir reconhecer o que é óbvio para todos, contudo, para mim é totalmente invisível?
Demorei exatos 31 anos para descobrir o que era tudo isso, antes me diagnosticavam com diversas doenças sem sentido algum, que atendiam somente a ansiedade e nada mais, até chegar a ao TDAH.
São 23hrs neste momento e costumo orar por esta amiga que perdi neste horário e este texto será parte desta oração hoje.
Quero o seu bem baixinha, talvez eu não seja um cara que entenda muito da vida e não entenda muito dos sentimentos dos outros, mas entendo que sinto carinho por você e quero muito a sua felicidade.
Agi daquela forma não porque queria te magoar, agi daquela forma porque na minha cabeça naquele momento era o melhor a se fazer, "lutar até o último sopro de vida pela "causa" a qual estou me dedicando", é ridículo e não é sua culpa, mas rogo a Deus que você entenda que eu estava sem a minha medicação e por isto estava muito vulnerável e entendendo isso você volte atrás.
Claro que você não lerá este texto, mas pelo menos algum dia alguém lerá e não subestimará esta doença de forma alguma, pois eu tenho 32 anos, a um ano descobri e pouco venci dela.
Caro leitor, se você conhecer alguém que tenha este diagnóstico e tiver algum carinho por esta pessoa tenha paciência, nossa vida pode ser destruída por isso. A solidão, as dificuldades, a forma como estamos fora da sociedade é assustador!!! Ajude-a, é sério!!! é sufocante demais ser assim, é desesperador, é como se fossemos morrer amanhã, mas não morreremos e estaremos ali no turbilhão maluco onde ninguém esta só a gente, num mundo só nosso de solidão e intensidade.
Perdão se me excedi, mas talvez ninguém leia de fato, e este texto seja somente uma oração, que talvez sequer seja ouvida.
domingo, 19 de julho de 2015
Mundo frio
A solidão é algo muito punitivo para uma pessoa acredita no amor ao próximo.
Acontece um misto de emoções muito contraditórias, como acreditar na irmandade entre os seres humanos assim como Jesus pregou na Bíblia e da forma como a maioria das religiões ainda insistem em promover em seus ritos? Quando o mundo a nossa volta demonstrar estar muito bem sem a sua interferência?
Não há como explicar esta contradição dentro do peito e isto vai tirando o sentido em toda a crença. Oras como irmãos verdadeiros podem se descartarem uns aos outros?
Estariam as palavras do Cristo erradas?
Outra opção mais óbvia a se seguir, por quem tem fé, é se ver diferente dos outros irmãos, de uma forma pejorativa ver em si más qualidades que afastam todos os irmãos.
Olhar nos olhos dói a auto estima se esvai e a cada fracasso parecemos menos próximos de Deus.
A vontade é de se esconder e não mais incomodar as pessoas, não faz sentido algum sair a rua e impor a sua presença.
Comer, dormir, caminhar, trabalhar, estudar e até respirar parece ser algo que tira o espaço de pessoas melhores no mundo e que fazer tudo isso é roubar as condições de um ser mais valoroso de continuar vivendo.
Como escrever um novo capitulo nesta história?
Sinceramente, não vejo um bom caminho nisto tudo, pois se há algo que eu aprendi nesta história é o quanto os irmãos são frios e insensíveis e capazes das piores atrocidades para ferirem uns aos outros.
Um homem é capaz de socar outro apenas por estar irritado, uma mulher é capaz de humilhar um homem e destruir a sua auto estima por inteiro apenas por não gostar dele do jeito que ele gosta dela como se ele não fosse um ser com sentimentos tão valorosos como os dela.
Como acreditar que amanhã estará tudo bem, que estaremos todos em comunhão vendo a forma como é simples para as pessoas descartarem as outras?
Depois de um tempo não faz mais sentido em olhar em volta e a solidão começa a parecer uma boa proteção diante da frieza que os irmãos são capazes de demonstrar pelo seu próximo.
Talvez não se encaixar seja bom!
Afinal, se para mim a frieza não e um modus operandis, como me encaixaria diante de um mundo tão frio?
Não há nada bom na solidão, aprendi que por mais que não consiga ser frio, sinto falta das pessoas.
Estou muito confuso que Deus me ajude, pois não acredito na frieza, mas também não aguento a solidão. Então Senhor me ajude de alguma forma...
Acontece um misto de emoções muito contraditórias, como acreditar na irmandade entre os seres humanos assim como Jesus pregou na Bíblia e da forma como a maioria das religiões ainda insistem em promover em seus ritos? Quando o mundo a nossa volta demonstrar estar muito bem sem a sua interferência?
Não há como explicar esta contradição dentro do peito e isto vai tirando o sentido em toda a crença. Oras como irmãos verdadeiros podem se descartarem uns aos outros?
Estariam as palavras do Cristo erradas?
Outra opção mais óbvia a se seguir, por quem tem fé, é se ver diferente dos outros irmãos, de uma forma pejorativa ver em si más qualidades que afastam todos os irmãos.
Olhar nos olhos dói a auto estima se esvai e a cada fracasso parecemos menos próximos de Deus.
A vontade é de se esconder e não mais incomodar as pessoas, não faz sentido algum sair a rua e impor a sua presença.
Comer, dormir, caminhar, trabalhar, estudar e até respirar parece ser algo que tira o espaço de pessoas melhores no mundo e que fazer tudo isso é roubar as condições de um ser mais valoroso de continuar vivendo.
Como escrever um novo capitulo nesta história?
Sinceramente, não vejo um bom caminho nisto tudo, pois se há algo que eu aprendi nesta história é o quanto os irmãos são frios e insensíveis e capazes das piores atrocidades para ferirem uns aos outros.
Um homem é capaz de socar outro apenas por estar irritado, uma mulher é capaz de humilhar um homem e destruir a sua auto estima por inteiro apenas por não gostar dele do jeito que ele gosta dela como se ele não fosse um ser com sentimentos tão valorosos como os dela.
Como acreditar que amanhã estará tudo bem, que estaremos todos em comunhão vendo a forma como é simples para as pessoas descartarem as outras?
Depois de um tempo não faz mais sentido em olhar em volta e a solidão começa a parecer uma boa proteção diante da frieza que os irmãos são capazes de demonstrar pelo seu próximo.
Talvez não se encaixar seja bom!
Afinal, se para mim a frieza não e um modus operandis, como me encaixaria diante de um mundo tão frio?
Não há nada bom na solidão, aprendi que por mais que não consiga ser frio, sinto falta das pessoas.
Estou muito confuso que Deus me ajude, pois não acredito na frieza, mas também não aguento a solidão. Então Senhor me ajude de alguma forma...
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