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sábado, 10 de maio de 2014

Medo de rejeição leva ao amor sem sentido!

O medo de ser carinhoso leva muitas pessoas a demonstrarem carinho a quem não retribuirá, ou seja, a insegurança de não receber de volta o carinho dispensado leva muitas pessoas a cultivar carinho por pessoas inalcançáveis os famosos ídolos.
Claro que muitas pessoas têm um carinho especial por um ídolo por gostar realmente da arte que ele desenvolve e pela pessoa ter uma conduta legal com os seus fãs, além de ser, muitas das vezes, uma pessoa bonita fisicamente. Até ai tudo bem, é totalmente normal termos uma admiração, mesmo que física, por um artista, cantor ou famoso de qualquer ordem, o que sai um pouco da normalidade e demonstra um problema social é quando a admiração ganha características de uma paixão sem freios e sem sentido.
Muitas fãs demonstram carinho por seus ídolos por redes sociais com posts, fotos, declarações. Até ai tudo bem, o problema é quando estas declarações perdem os limites. Como mulheres nuas fazendo declarações a ídolos se expondo diante de desconhecidos por alguém que nem a conhece, outros exemplos são pessoas que brigam com amigos, familiares e até desconhecidos por conta de um ídolo, criando até inimizades levadas para a vida cotidiana por conta de um ídolo.
Ou seja, a admiração pelo ídolo ficou para trás entrou no lugar uma paixão, que não condiz com a realidade. O ídolo ganhou intimidade e faz a pessoa a tomar atitudes que não tem ligação com o que ela faria por pessoas da vida dela.
Em outras palavras as pessoas buscam nos ídolos a liberdade de se expressar, de dar carinho sem rejeição, de poder “amar” sem nenhum não. Afinal o ídolo geralmente mal se expressa quanto a estas loucuras apenas agradece as manifestações de carinho.
Hoje em dia chegamos ao ponto de vermos pessoas demonstrando carinho e em alguns brigando com pessoas para defender seus ídolos que já nem vivos estão, ou seja, ídolos falecidos há anos e ainda sendo idolatrados.
Ai esta a forma máxima do medo da rejeição, o carinho, elogios, comoção, saudades, serão demonstrados a uma pessoa que sequer viva esta.

Este fenômeno é reflexo de uma sociedade que simplesmente tem medo amar, tem medo da rejeição.
Então, o individuo mantém relações cordiais com seus amigos, familiares e até namorados e guardam para pessoas inatingíveis ou inalcançáveis as suas demonstrações de carinho mais ardentes, assim se defendendo de qualquer rejeição direta.

Não se demonstra amor ao verdadeiro amor físico, real, pois amanhã este amor pode ir embora e nunca mais ser o seu amor, ou seja, por medo. Então se demonstra o amor incondicional a um ídolo que nunca deixará de ser ídolo mesmo morrendo e em qualquer momento nunca rejeitará o seu carinho que mesmo morto.


sábado, 26 de abril de 2014

Anti generalistas????

Sabem quando dizem que seu julgamento esta errado? Que seu entendimento não condiz com a realidade?
Sou bem sincero e eu só diria que o que uma pessoa julga como certo esta errado se eu pudesse comprovar. 
Dizer que a pessoa esta errada sem poder provar de maneira clara e prática que o que afirmo é verdade para a pessoa também é temerário.
Não há uma única verdade, a verdade sempre foi e será relativa. 
O entendimento de cada um dá a verdade que é funcional em sua vida. 
Ou seja, dizermos que uma parede azul é azul, para mim tem um significado, uma carga emocional, um caminho em minhas memórias que me levaram a formalizar em minha mente esta verdade.Este processo é meu, único e exclusivo, que pode ser parecido com o de outro individuo, contudo nunca será idêntico.
Em outro grau quando alguém fala algo que parece ser absurdo para mim e para a maioria das pessoas de um grupo social e portanto uma inverdade em nossas realidades, para esta pessoa a afirmação pode ser verdadeira em seu dia a dia, em sua vida e por isto uma verdade conceitual para ela.
Usando um exemplo pratico, quando um rapaz diz que todas as mulheres são interesseiras, valorizam o corpo, são frias e pensam só e si mesmas, isto pode não refletir a verdade geral, a verdade da maioria. Contudo, é a realidade dele, é o que ele passa no dia a dia dele, então, como dizer que não é verdade? Como dizer a ele que o que ele vive há anos em sua vida é mentira? Independente dos fatores que levam as coisas a serem assim na vida dele, esta impressão para ele é uma verdade.
Claro que devemos encorajar uma pessoa assim a encontrar outros caminhos, mostrar que existem outros tipos de mulheres, agora julgar a pessoa pelo que ela sente na pele é, honestamente, maldoso.
Digo isto, pois muitas mulheres irão chegar perto dele e dizer que não são assim, que não fazem nada disto, que são diferentes. Contudo, não irão se aproximar dele, não irão sequer cogitar sair com ele, ou mesmo sequer ser amiga dele e nos piores casos, vão se afastar dele. Isto dará a ele a impressão real de sua verdade, e vindo de uma mulher que dizia não ser igual as outras, mas que se afasta igualmente as outras.
Em outras palavras, a mulher pode até ser diferente mesmo das outras, pode não ser interesseira, nem valorizar o corpo, pode não ser egoísta, mas se afasta, não tenta sequer ser amiga do rapaz, agindo igual as mulheres de sua verdade. Por mais que a verdade desta mulher seja outra, ela entra na realidade dele agindo conforme as mulheres que deram vida a verdade atual do rapaz. Então, qual a diferença dela para ele? Ela que se julga, e talvez até seja, tão diferente das outras, mas acaba agindo da mesma forma.
Isto traduz a realidade dos sentimentos e da verdade que fica para o rapaz, fortalecendo a sua verdade particular, o seu pesadelo interno. Então a cada dia mais a sua verdade se generaliza através dos atos de quem defende a não generalização e não só por suas palavras e julgamentos individuais como parece ser. E ele é julgado, muitas vezes justamente por quem se diz contra a verdade dele, mas age da maneira que contribuiu para a construção desta verdade.

Resumindo, se você quer mostrar algo diferente a alguém, comece por suas atitudes e não empurrando verdades guela abaixo nas pessoas sem sequer ser capaz de prová-las, pois você mesmo pode ser exemplo da verdade do outro ao invés de ser o exemplo de sua própria verdade.

Dedicado a Juliana Bernardo
Com todo carinho.
Foi um grande prazer te conhecer.
sinto muito, tanto, demais.
Perdão




segunda-feira, 14 de abril de 2014

Des-expectativa

Acreditar que tudo será melhor, que o dia de hoje será melhor que o de ontem, que as coisas sempre tendem a melhorar parece em tese um caminho bem racional para quem deseja se manter bem emocionalmente e psicologicamente. Contudo, quando estamos bem defendidos de certas situações e esta defesa inclui uma barreira que construímos para que ninguém invada e nos faça mal, considero que devamos avaliar mais antes deste otimismo.
O fato é que se erguemos barreiras foi porque existia um perigo real e acreditar que este perigo desapareceu só porque raiou um novo dia é no minimo temerário, e fará com que você caia no mesmo erro novamente.
Se levantamos muros e estamos protegidos dentro deles, emocionalmente é claro, é melhor não descermos o portão a qualquer pessoa que aparece diante da fortaleza. Afinal, as defesas só funcionam se não convidamos o "inimigo" a entrar.
Crer que o comportamento humano é uma caixinha de surpresa e que cada pessoa é diferente uma das outras é muito bonito, mas na pratica a diferença entre as pessoas que te ferem costuma ser o nome e o grau de intensidade da falta de consideração pelos seus sentimentos.
A frieza e a falta de empatia são corriqueiras e as pessoas fogem de quem delas pede o apoio como o diabo foge da cruz.
Então, o meu conselho é nunca baixar a guarda. Baixar a guarda é acreditar que as coisas mudaram e isto só pode acontecer com provas reais, firmes e bem claras de que mudaram. Caso contrario são suas expectativas se projetando em futuros inexistentes, só isto.
Para finalizar, quem te machuca não se sente culpado em fugir de você, pois não se sente responsável por suas expectativas. No final foi você que abriu o portão a quem jamais desejou entrar e é você que vai se sentir mal e até sofrer por alguém que nunca demonstrou ser diferente de ninguém, mas que você quis acreditar ser.

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