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sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Quando o medo vence

Muitas vezes me declarei cansado e prestes a desistir mas, sempre dentro de minha cabeça eu buscava um filetinho de esperança mesmo que na hipótese mais absurda de um milagre improvável e seguia orando e acreditando que Deus poderia mudar as coisas.
Muitos anos se passaram, pessoas desapareceram e nunca mais voltaram a falar comigo, costumo dizer que no dia de hoje, finados, relembro as várias amigas e alguns amigos que faleceram. Claro que eles faleceram somente para a minha existência, pois, devem continuar muito felizes e vivendo muito bem, bem longe de mim, sem sequer lembrar que me enterraram vivo.
Antes em um ano elas sumiam, até que uma ficou dois anos, aí até paguei promessa, afinal eu num tinha um amor mas, tinha uma amiga... no terceiro ano, porém, ela me descartou, arrebentando todas as feridas antes de sumir para sempre.
De resto as tentativas... as tentativas foram centenas, essas num considero que tive alguma amizade, porque antes mesmo de chegar se foram, duravam um ano, dois, até três anos me vendendo pra nada, no máximo um contato virtual quando conveniente para elas.
Agora, porém, após oito anos, a baixinha se afastou de vez. Ela nunca havia chegado muito perto, nunca me deu essa honraria... exceto por breves 30 dias, do mês passado..
Foram os 30 dias em que vivi o que é ter uma amizade de verdade, apoiar alguém, ser apoiado, conviver, nossa... 
Foram oito anos, mas os estes 30 dias valeu a pena... justificou eu querer tanto e, não digo só a baixinha, ela é muito especial em mas se eu tivesse a amizade de 30 dias que tive, com o amor da minha vida, com todas as mulheres e até homens que "faleceram" nessa guerra sangrenta de solidão... Ah eu hoje seria um cara com histórias para contar... triste sim, pois perder algo tão especial dói muito mais, mas, eu teria a lembrança,a lembrança que vou guardar pra eternidade, essas experiências que tive, estes 30 dias, convivendo com alguém especial e, no caso, muito especial.
Ah se estou bem?
Quando se perde a fé é difícil até saber se este a gente está bem ou mal é como viver a margem de tudo e de todos... puro e concreto desespero...
Para descrever, para quem me conhece sabe que sempre faço comparações, é como se eu estivesse preso para sempre, chega uma hora que dói tanto que falta o ar mas, a certeza de que nunca haverá solução cala o choro e o grito, e morremos por dentro ficando maior parte do tempo deitado esperando que Deus, por misericórdia, nos leve para não termos que fazer o maior pecado, ou, por não termos coragem de fazê-lo... faltou pouco... quase... Que raiva!!! Por pouco e este texto nem existiria... para ninguém ler enquanto morro lentamente...
Aliás pra quem quase caiu de um viaduto, a porra de um texto num blog num alivia porra nenhum, estou enlouquecendo e nada, simplesmente, nada eu posso fazer caralho viu...
Jesus me ajuda.. tô desesperado meu Senhor, tá foda cara eu num vou aguentar... já num quero mais ninguém, só me leva por favor

quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O Bem é difícil cara.

Querer o Bem não é algo simples e fácil como na teoria parece, na verdade as intenções boas parece que tem aceitação muito mais difícil do que quando se chega na malandragem e na maldade.
Machuca muito mais não ferir alguém do que ferir isto é um fato, contudo, não é só isso. Não ferir alguém parece ser premissa para ser ferido, parece que quando se escolhe tentar seguir o caminho do Bem se abre a porta para que as pessoas lhe tratem com desrespeito e descontem suas frustrações sobre você.
Somado a isso, parece que as pessoas esperam que você seja pelo menos um pouco maldoso com elas e quando vocês demonstra só querer o Bem delas, demonstra querer estar perto dando apoio e sendo um amigo em meio a tanta frieza elas registram você como uma ameaça a elas mesmas, como se você fosse julgar o jeito delas que não é igual o seu.

A cabeça esta registrando o golpe, estou realmente chateado por olhar para trás e ver que em momento algum pensei algo de mal, porém, vejo que desde o primeiro minuto de todas as minhas relações fui tratado mal, inicialmente somente com falta de educação, depois, com o tempo a própria maldade apareceu e pouco importou a minha imagem, os meus sentimentos, os meus anseios, por mais que não fossem ameaça alguma pra nenhuma destas pessoas.

Não quero mudar e não vou me fechar mais ainda, mas, sinceramente as vezes sinto que o Bem abandona quem busca por Ele, é doloroso mas, não vou desistir de ser quem sou. Se sou bobo demais, inocente demais, infantil demais, sou também ciente de que não esta em mim fazer o mal a ninguém, bom ... sei la... nem adianta dizer mais que estou cansado já faz tantos anos que cansei que já nem lembro de quando tudo isso foi bom.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

To comigo

Hoje abri o Evangelho Segundo o Espiritismo, como diariamente venho fazendo, e a mensagem falou sobre o maior mandamento do Cristo, Amar a Deus sobre todas as coisas e Amar ao próximo como a ti mesmo.
Parece que a cada vez que busco o apoio em Deus para seguir seus desígnios, Ele diz que já me deu força o suficiente ao inflamar meu coração com suas palavras.
As vezes parece que sou até arrogante, por me negar a querer o mal de alguém em favor do meu bem, ao me negar em dizer que tenho falhas e que colocaria meus interesses a frente dos interesses de outros mas, na verdade, tenho consciência de que não sou totalmente puro.
Quando, porém, as coisas tornam-se reais? Neste sentido pelo menos, o de ser algo, ou tornar-se alguém, é através da prática.
Orgulho-me de buscar incessantemente não querer mal a ninguém e, apesar de sofrer com algumas posições que escolho, prefiro manter o objetivo e nunca "contra atacar".
Sou grato a Deus e a toda a corrente astral de Umbanda, por minimizarem os golpes que levo e sei que o fazem pois sabem o quanto me dedico a ser sempre melhor do que ontem.
Agora estou buscando equilibrar um pouco este Amor, e Amar a mim mesmo. Não que eu não me Ame, nunca foi esse o caso, o fato é que ao Amor o próximo evitamos machucar, evitamos expor, evitamos devolver na mesma moeda, evitamos descontar, e isto é algo que feri demais qualquer ser humano que ainda não tem a elevação espiritual de um Chico Xavier, de um Matta e Silva, de um Buda, dentre outros.
Somos egoístas, cada um a seu modo, cada um a sua maneira e eu não sou diferente. 
Não me arrependo de não ferir ninguém em prol do meu próprio ego, não me arrependo das lágrimas que derramei e derramo em função de ações frias de outras pessoas, ações as quais eu justifico e tento dar razão aos autores, nunca me arrependerei de qualquer ação que não fiz em favor de me defender atacando alguém.
A defesa é um ato justo, não nego de forma alguma este fato, mas, se a justiça não for comedida viveremos nos punindo, uns aos outros, seguindo as leis de Talião e acabaremos todos cegos.
Tenho meus limites também, defendo-me quando vejo que não há mais outra forma, mas prefiro buscar todas as possíveis, antes de voltar qualquer pensamento meu contra alguém.

Bom neste texto fiz algo que não gosto, nem costumo fazer, demonstrei o quanto me sinto forte, o quanto busco valores elevados.
Confesso que prefiro ser visto como um "coitado", "fraco", "um puro reclamão", dizem que isto é vergonhoso, que eu devo me impor, que eu deveria demonstrar força mas, sinceramente, meus maiores ídolos eram extremamente mais fortes do que eu e do que todos os que me apontam e nunca demonstraram de forma alguma, em nenhuma de suas ações o tamanho da força que detinham.
Quem sou eu para sair por ai demonstrando o meu "tamanho", a minha "força", o quanto eu sou "o cara", se não sirvo para limpar as sandálias daqueles que humildemente admiro? Jesus, Agostinho, Buda, isso para ficarmos só no espiritual, nunca levantaram a mão contra inimigo algum, pelo contrário.

O que farei? Bom para não ter que mostrar nada do que eu precise, seguirei brilhando em meus caminhos e brilharei ainda mais e cada vez mais, e um pouco mais.... 

Simples ciência... onde há luz não há escuridão... é impossível os luz e a escuridão coexistirem e, quanto maior a luz, bem menores ficarão as sombras... e modéstia a parte, eu sei brilhar




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