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quinta-feira, 15 de novembro de 2018

Marcos 9:40

Imagine você conhecer os segredos de alguém, saber dela coisas importantes sobre a índole, o caráter, até sobre medos que está pessoa possa ter. Obtendo umas visão bem detalhada tanto de como a pessoa é, como, dos valores, dos sentimentos, dos planos, dos objetivos, até desejos e dores mais íntimos.

Pois bem, se outras pessoas começam a falar coisas sobre esta pessoa você sabe que não são verdades?

Bom, mesmo que tendo este acesso todo a está pessoa, você pode vir a ter dúvidas,, porém, você  não poderia saná-las utilizando este mesmo acesso?

Na pior das hipóteses. Caso a dúvida persistir, você teria bases para acreditar em outras pessoas que estão crentes de algo que você não viu nesta pessoa?

Caso acredite nelas, você seria capaz de ignorar tudo o que sabe sobre a pessoa referida e passar a atacar junto com os difamadores?

Questões complicadas, contudo, imagine o objeto dos ataques ao ver que você, não só não acreditou na palavra dele, como utilizou a oportunidade para beneficiar a sua própria imagem?

No caso, para se aproveitar do momento e utilizando as críticas alheias, de pessoas que sequer teriam base para fazê-las, para limpar a sua imagem e justificar suas próprias ações.

Pelo que vejo, vivo algo ainda pior que isto...

O que vejo acontecer é justamente a pessoa que poderia defender-me das críticas por ter este raro e exclusivo acesso a mim incutir e incitar as severas críticas, postando-se como vítima de um "algoz" doentio e perigoso que estava a"assustando".
Tudo para justificar justamente os seu próprio afastamento de um grupo, do qual o fato de ser afastar geraria-lhe criticas.
Assim, afastar-se de mim seria o motivo para justificar um afastamento do tal grupo sem as, inevitáveis criticas a um eventual afastamento sem um justo motivo. Isto mesmo senhores e senhoras, tornei-me o justo motivo para a pessoa que teve o "melhor" de mim para que ela se livra-se de um "problema" pessoal dela.

Assim, sem pensar no que significaria para mim, o objeto das criticas, destruiu minha imagem e agora deixa o convívio, que ela poluiu, com o  grupo somente para mim.
Agora, tive este ambiente, onde a parca convivência que me restava no momento, totalmente intoxicado, enquanto ela cumpriu seu objetivo principal de se afastar deste círculo sem assumir qualquer ônus com alguma possível reprovação, pelo contrário,  creditou a seu "indesejado e doloroso" afastamento a imagem que assustadora que ela vendeu sobre mim.
Ganhando do grupo até o incentivo para que fuja deste ser humano "reprovável", ao invés dos questionamentos, naturais, que todos lhe fariam pelo afastamento, pois, este, na realidade dos fatos, seria apenas justificado seu próprio egoísmo e, consequentemente sofreria duras criticas.

Caro leitor, se  conseguiu ler até aqui, deve imaginar que estou bem magoado por ter minha imagem arranhada por uma pessoa a qual confiei minhas intimidades e, neste caso, fato que não expus até aqui, os meus melhores sentimentos também.

Não.

A real dor é por conta é pela traição. Calma, meu querido, o que disse até aqui seria uma traição, obviamente, contudo, a verdadeira traição que me machuca é outra.

Minhas contas ainda pago sozinho, não me importo com a visão que fazem de mim.
Mesmo em um grupo que eu tenha uma grande estima, sei dos meus valores e sei de algo muito mais importante, quem convive e fala comigo mesmo que sem o acesso a minha real intimidade em pouquíssimo tempo enxerga meu caráter e o tipo de homem que sou.
O que digo é que, independentemente das criticas em dois tempos minha imagem seria restaurada aqueles que realmente desejem conhecem de fato quem sou e, para aqueles que fiquem com a visão passada, bom, ai sinto muito pois, não têm o merecimento de ter de fato o meu convívio pleno e o trabalho da minha querida amiga viria, de fato, como um verdadeira benção afastando de mim pessoas superficiais e sem valor para a minha evolução espiritual e pessoal.

Importo-me com a visão de pessoas que amo de verdade... as pessoas que abro o meu coração, as pessoas que conquistam a minha real intimidade... ou seja, justamente da amiga que traiu minha confiança e, ainda por cima, ignorou totalmente os efeitos de sua traição, que não residem na imagem arranhada e sim no fato dela ter ignorado aquilo que tenho de melhor e apresentei somente a ela, descartando e, no mínimo, não fazendo uma justa defesa quanto aos julgamentos que recaíram sobre mim, aliás, perdão, no caso, os julgamentos foram propostos por ela mesma.

Em suma, neste ato a traição representa algo muito maior, pois, destruiu tudo aquilo que julguei ser o meu melhor.
Oras, esta amiga teve o meu maior esforço em apresentar todas as minhas melhores qualidades e, neste caso, a traição e consequência do que realmente esta me ferindo... o fato de tudo o que apresentei a ela ser inútil, desprezível, infundado, frágil, torpe e sem valor algum a ponto de seu ato ser possível... quer dizer, ela destruiu tudo o que sou apenas por desejo pessoal, sem se importar comigo de forma alguma batendo tanto no intimo da minha alma ao desprezar o meu "melhor", como na minha imagem, colocando para o mundo que o meu ato de expor o meu melhor a ela era, nas palavras dela, uma forma de assustá-la e fazer-lhe mal.

Traído?

Sério, esta palavra não traduz.

É mais profundo, é como se eu tivesse descobrindo que tudo o que guardei num cofre eram brasões de tolo que a primeira vista atenta virou motivo de piada e ridicularização.
Minha imagem eu recupero, sou honesto, mas, também, fui digno de ter meu melhor jogado no lixo... no que surge uma questão dolorosa.... Para que vou me esforçar para manter algum respeito social que seja se mesmo eu não consigo mais me querer bem, visto que o meu melhor mereceu desprezo? E mais... Ser bom é bom pra quem? Se num valho sequer o respeito de quem confiei os meus mais sinceros e profundo sentimentos e anseios? Porque independentemente de não querer retribuir o fato de destruir sem pesar algum é sinal de desvalia total do que sou.
Dou meus parabéns, caso a intenção era mostrar para que não tenho valor algum, foi um sucesso.
Conseguiu também me fazer crer que as pessoas realmente vão ser sempre frias e insensíveis e ninguém melhor que você para isso para me demonstrar isso. Eficiência total.

espero aguentar somente.



sexta-feira, 9 de novembro de 2018

O vendedor honesto

O vendedor de pano honesto e honrado é algo tão raro que ao encontrar um dificilmente damos o devido valor. 
São seis míseros panos por R$10,00.
Se encontra por aí sete panos pelo mesmo valor, contudo, só ao comprar com o vendedor honesto que a senhora que atravessa a rua cheia de sacolas e pressa gritando ""quanto é os panos", irá ver pelas palavras do bom senhor as vantagens de comprar seis só invés de sete. Saberá, quase sem interesse algum em ouvi -lo, que vem sendo enganada pelos outros  vendedores,  "esses moleques que não tem respeito algum pelo cliente não vendem pano desta qualidade senhora, veja" e, ao tocar o produto acaba por realmente notar o quanto vem sendo enganada por vendedores comuns e desrespeitosos que dão um pano a mais a guisa de uma vantagem que se perde devido a qualidade de todos os panos juntos não chegarem sua pés de um dos seis vendidos pelo nosso nobre vendedor. 
Assim, num acaso da vida, a boa senhora apressada recebe do mundo o que ele tem de melhor e mais raro, a bondade proveniente do esforço daquele que poderia sim estar tirando o seu sustento com muito mais tranquilidade, só adquirir e ofertar panos de menor qualidade, mais baratos e que lhe dariam um faturamento muito melhor mas que, movido pelo verdadeiro amor aos valores do Bem, vendi os panos de qualidade com honestidade mesmo que nem possa oferecer uma sacolinha para que ela leve o produto devido a sua ínfima margem de lucro e, ou,  mesmo que sua honra não lhe dê o justo direito de entrar no boteco onde eu acabara de almoçar para adquirir o seu próprio almoço. 
Eis que a hombridade, em sua grande maioria de manifestações, não trás ao ser honroso o retorno material condizente com o esforço dispensado, dando somente ao coração do justo o prazer de estar fazendo o correto, indiferentemente ao sucesso financeiro que é, diga -se de passagem, efêmero e findo em si só. 
A vida é efêmera, tal qual um lucro proveniente das desonestidade, quanto mais queremos usufruir de algo alheio de formas oportunista, desrespeitosa e alvissareira de sentimentos, ingenuidade, valores, respeito e outras ofertas feitas por iguais que buscam em nós a solução, em maior ou menor grau, para suas necessidades, menor será o nosso devido retorno pois, a lógica do existir nos cobrará a cada minuto um preço de cada ato. 
A matemática da vida mostra a cada ser que quando o débito é maior que o crédito adquirido as dores serão, de igual modo, maiores que os prazeres e que a paz de espírito que teremos com o passar dos nossa dias e, acredito também, que mesmo estes, os dias de nossas vidas, aumentam ou diminuem em função desta fina e inegociável matemática. 

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Quando o medo vence

Muitas vezes me declarei cansado e prestes a desistir mas, sempre dentro de minha cabeça eu buscava um filetinho de esperança mesmo que na hipótese mais absurda de um milagre improvável e seguia orando e acreditando que Deus poderia mudar as coisas.
Muitos anos se passaram, pessoas desapareceram e nunca mais voltaram a falar comigo, costumo dizer que no dia de hoje, finados, relembro as várias amigas e alguns amigos que faleceram. Claro que eles faleceram somente para a minha existência, pois, devem continuar muito felizes e vivendo muito bem, bem longe de mim, sem sequer lembrar que me enterraram vivo.
Antes em um ano elas sumiam, até que uma ficou dois anos, aí até paguei promessa, afinal eu num tinha um amor mas, tinha uma amiga... no terceiro ano, porém, ela me descartou, arrebentando todas as feridas antes de sumir para sempre.
De resto as tentativas... as tentativas foram centenas, essas num considero que tive alguma amizade, porque antes mesmo de chegar se foram, duravam um ano, dois, até três anos me vendendo pra nada, no máximo um contato virtual quando conveniente para elas.
Agora, porém, após oito anos, a baixinha se afastou de vez. Ela nunca havia chegado muito perto, nunca me deu essa honraria... exceto por breves 30 dias, do mês passado..
Foram os 30 dias em que vivi o que é ter uma amizade de verdade, apoiar alguém, ser apoiado, conviver, nossa... 
Foram oito anos, mas os estes 30 dias valeu a pena... justificou eu querer tanto e, não digo só a baixinha, ela é muito especial em mas se eu tivesse a amizade de 30 dias que tive, com o amor da minha vida, com todas as mulheres e até homens que "faleceram" nessa guerra sangrenta de solidão... Ah eu hoje seria um cara com histórias para contar... triste sim, pois perder algo tão especial dói muito mais, mas, eu teria a lembrança,a lembrança que vou guardar pra eternidade, essas experiências que tive, estes 30 dias, convivendo com alguém especial e, no caso, muito especial.
Ah se estou bem?
Quando se perde a fé é difícil até saber se este a gente está bem ou mal é como viver a margem de tudo e de todos... puro e concreto desespero...
Para descrever, para quem me conhece sabe que sempre faço comparações, é como se eu estivesse preso para sempre, chega uma hora que dói tanto que falta o ar mas, a certeza de que nunca haverá solução cala o choro e o grito, e morremos por dentro ficando maior parte do tempo deitado esperando que Deus, por misericórdia, nos leve para não termos que fazer o maior pecado, ou, por não termos coragem de fazê-lo... faltou pouco... quase... Que raiva!!! Por pouco e este texto nem existiria... para ninguém ler enquanto morro lentamente...
Aliás pra quem quase caiu de um viaduto, a porra de um texto num blog num alivia porra nenhum, estou enlouquecendo e nada, simplesmente, nada eu posso fazer caralho viu...
Jesus me ajuda.. tô desesperado meu Senhor, tá foda cara eu num vou aguentar... já num quero mais ninguém, só me leva por favor

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