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domingo, 27 de janeiro de 2013

Fundações e Jardins com Borboletas

Todas as obras de engenharia desde um casebre até um grande arranha-céu são começadas de uma mesma forma. Primeiro se tem a ideia do que se quer fazer, de como ficará a obra em seus aspectos finais, depois começasse os planos, orçamentos, contratação de mão de obra e um sem fim de coisas que darão andamento ao projeto em sua fase física.
Toda obra sem exceção começa tijolo por tijolo e mais toda obra tem sua fundação o que faz com que os tijolos fiquem firme um sobre o outro por tempos, anos, décadas e por que não séculos.
O ser humano não é diferente, e hoje vejo que venho colocando tijolo sobre tijolo sem ter uma base forte e vejo ruir cada novo casebre que construo, pois as suas fundações não estão rijas e venho construindo em terreno ora arenoso, ora lamacento e outrora poroso em suma a fundação não teve o devido planejamento e por isso mesmo quando me achei em um arranha-céu voluptuoso as vigas cederam e novamente me vi iniciando minha reconstrução do zero.
Um pequeno parêntese (No meio deste texto somei os algarismo da data de hoje 27/01/2013: 2+7+0+1+2+0+1+3= 16 1+6=7.
A soma 7 é um bom sinal, quem é umbandista sabe do que estou falando.)
Hoje me sento diante de mim mesmo e começo a me analisar de fato.
Por incrível que pareça aos que me conhecem não encontrei milhões de defeitos incorrigíveis como era de se esperar de uma análise habitual e corriqueira de mim sobre mim mesmo.
Pelo contrário, encontrei um homem inteligente, amável com as pessoas e principalmente com as mulheres, gentil nos atos e pensamentos referentes às pessoas a sua volta, que busca o entendimento de construtivo mesmo estando diante de situações delicadas por acreditar na resolução dos problemas de forma irmana.
O único ponto negativo e crucial desta análise foi, querer agradar muito mais do que o necessário e demonstrar o seu carinho as pessoas mesmo quando elas lhes são hostis. Enfrentar as caras feias, ir de encontro a quem me é contrário. Conquistar quem não vê as minhas qualidades, em outras palavras tentar ser uma unanimidade.
O fato é que em muitos momentos tentei apenas estar perto de quem eu realmente gosto, de pessoas que se sintonizaram, mesmo que sem querer, com a minha vibração interior. Porém, em muitos momentos acabei gastando todas as minhas energias em conquistar ao invés de cuidar de minhas qualidades e fortalecê-las e no final simplesmente eu acabava desfigurado e me sentindo mal comigo mesmo. Em outras palavras eu me destruía em função de agradar um coletivo ou uma pessoa que não vai com a minha cara.
Nesta data 7 pretendo iniciar as minhas fundações, agora de maneira verdadeira com calma e sinceridade comigo mesmo. Claro que não quero interromper as relações que tenho no momento, nem esquecer as pessoas que estão no meu cotidiano nesta fase de minha vida. Contudo, voltarei meu olhar para mim e para as minhas necessidades íntimas, afastando inicialmente a busca por bons relacionamentos sociais. O que não significa isolar-me e sim valorizar o meu dia a dia, descobrir os meus prazeres, consertar as coisas que estão fora do lugar e como me disse um pequenino anjo e eu não consegui compreender naquele momento "cuidar das flores do meu jardim, para que borboletas venham me visitar".
Espero deixar contentes as diversas pessoas que acreditam em mim e também espero que elas não me esqueçam neste momento mais meu. Afinal tenho carinho por todos vocês e espero estar melhor em breve. Acredito que este ano será de grande evolução em minha vida e espero poder compartilhar aqui os avanços e receber o apoio de quem se sentir a vontade de comentar.
Sinto uma paz interior muito grande neste momento e espero mantê-la dia após dia e que no dia que eu fraquejar eu me esforçarei para lembrar que sou um rapaz de qualidades e que o desespero não me ajuda apenas enfraquece as fundações que estou a construir.
Obrigado a todos que tentam ou tentaram a cada dia me mostrar isto e espero que possamos rir desta longa fase de minha vida tomando um café da tarde bem quentinho entre sorrisos e comemorações de sucessos de ambas as partes.
Fiquem com Deus e que Jesus e os 7 Orixás abençoem a todos vocês.



terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Obrigado



Quando abri meu coração para escrever aqui neste blog tudo o que esta me afligindo, neguei o verdadeiro propósito do mesmo que era fazer uma critica construtiva de questões do cotidiano e da sociedade de uma forma geral.
Abriguei aqui minhas dores em um momento difícil de minha vida onde eu havia aberto o meu coração novamente as relações inter-pessoais.
Não nego de forma alguma as intenções partiram de uma paixão, um amor sincero, para uma amizade verdadeira e terminou em decepção, pura decepção.
A quem assistiu ou acompanhou meus textos, viu que divaguei e expus todos os meus pensamentos de forma sincera e sinto necessário dar um parecer sobre o acontecido não expondo de forma alguma a ninguém, ou seja, da maneira que sempre me coloquei aqui.
Desta forma apenas afirmo que das intenções todas elas sobrou somente a decepção profunda e um sentimento de impotência latente.
E por tal situação não posso afirmar que este blog voltará ao seu objetivo inicial e mesmo que ele volte a ter alguma importância em meu cotidiano.
Para colocar em uma perspectiva bem realista: “um coração dilacerado não sente vontade de expor qualquer que seja a opinião a não ser chorar suas pitangas”
Assim se houve algum dia algum seguidor deste blog não o declaro instinto, pois sei dos meus ímpetos, mas exponho que pela dor as palavras talvez possam se embargar e talvez a tônica da tristeza tome conta das opiniões.
Obrigado a Deus, apesar de minha fé abalada, obrigado a quem torceu por mim, mesmo que não tenha exposto o apoio, obrigado a meu coração, que confiou na minha capacidade e agüentou firme até o presente momento. Obrigado!!!

Espero que em algum momento esta mágoa, esta dor insuportável passe. Porque é apenas carinho o que meu coração leva com ele e esta difícil de compreender esta minha incapacidade em fazer disto algo bom.
Demonstrar este carinho e fazer dele algo que não seja ofensivo, ou algo que seja legal foi a minha tentativa maior nestes três anos.
Sei que ninguém conhece as nuances e muito menos a quem me refiro, contudo, fica o meu muito obrigado por não se ofenderem com a exposição de meu carinho através das palavras.
A dor nos ensina que alguns sonhos são utópicos e por mais que ela tire a vontade de seguir, e no meu caso a fé nas premissas de Deus, eu hei de seguir mesmo que sem vontade.
Acima de Tudo OBRIGADO!!! A todos...

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Ensaio sobre religiosidade

A religião, ato de se religar a Deus, nada mais é que o ato de ter expressado em nossas vidas os atributos que nos foram passados como qualidades bem vistas dentro de uma cultura religiosa.
A religiosidade por sua vez é a crença nestas ideias. Falando do cristianismo, sem entrarmos nesta ou naquela vertente, temos duas máximas inquestionáveis que são: Amar Deus sobre todas as coisas e amar ao próximo como a ti mesmo.
Partindo destas ideias que são a base de uma vida cristã e de uma religiosidade sincera devemos ter claro o que é Deus para nós.
Creio, após estudos e vivências, que Deus é puro amor e que este amor que ele representa deve ser a base para todas as nossas ações e que mesmo nele se encerra a segunda ideia. Se amamos ao próximo como a nós mesmos, amamos a Deus consequentemente e neste ciclo exercemos nossa religiosidade.
O culto, a exposição das ideias e teorias, o conhecimento do divinino e dos dogmas de cada religião vem apenas para fortalecer e embasar este amor e esta busca pelo aperfeiçoamento deste principio.
Então, o primeiro ponto da religiosidade é o amor. Sem o amor não há religiosidade.
E o que seria o amor neste sentido religioso? Ele se diferencia do amor materno, paterno e conjugal por um fator que causa controversia nos sentimentos, ele é ser incondicional.
Este amor esta acima dos gostos pessoais, amamos como forma de vida, amamos quem não queremos amar. O amor neste caso ganha outra conotação, ele tem outro viés.
O amor religioso esta no fato de nos tornarmos ponte a Deus, se Ele é o amor em si e nós nos amamos e amamos ao próximo nos tornamos ponte para Deus.
Se não estamos dispostos a amar nossos semelhantes com carinho e afeto como a verdadeiros irmãos e não fazemos nada para diminuir as distâncias que nos fazem diferentes estamos exercendo nossa religiosidade apenas de maneira externa e em pouco estamos contribuindo para sermos pontes para Deus e somos apenas disseminadores de cultura e não parte de uma vida de religiosidade.
Perante a Deus não existe o não posso, ou o não consigo, existe sim o não quero, ou o não gosto que são o oposto da religiosidade. Por mais que coloquemos questões pessoais na dificuldade de relacionamento se somos religiosos temos a consciencia de que ao fazermos isso estamos negando o principio de ser religioso e os mandamentos principais do cristianismo.
Agir, por gosto e vontades próprias se afastando do amor que nos é pedido ou oferecido é negar a nossa religiosidade.
Não é fácil lidar com as pessoas, pois os sentimentos do outro não podemos vislumbrar com clareza mesmo que ele nos diga, mas ai esta a diferença entre o religioso e o não religioso.
O religioso vive do amor e sabe lidar e diferenciar o amor interesse do amor amigo, o amor religioso, o amor que quer construir algo de bom do amor com segundas intenções, o amor carnal, o amor que quer favores físicos para se tornar real. Tanto sabe distinguir nos outros como em si mesmo e aplainar as arestas sempre que necessário trazendo a retidão e a fraternidade sempre que necessário e assim transfrmando o amor impróprio em algo próprio ou afastando, com a exposição do amor divino, o amor nefando.

Este amor não deve estar restrito ao templo, igreja, tenda ou qualquer centro religioso ele deve fazer parte do intimo do regioso cristão, pois não deixamos de ser quem somos ao pisarmos fora do nosso local de oração e louvação. Pelo contrário, ele deve estar no nosso cotidiano e mesmo deve transformá-lo mudando nossas atitudes e comportamentos no dia a dia de forma a expressarmos em nosso convívio quem somos de fato.
Caso contrário seremos bons religiosos dentro de nossa religião e pessoas comuns fora dela iguais as quem tentamos ajudar em nosso dia a dia religioso. E este não é o objetivo da religiosidade, a intimidade deve estar sim ligada, intimamente ligada, ao que aprendemos sobre amor cristão e aos dogmas de nossa fé.

Não sou o dono da verdade, mas eu aprendi assim em minha vivência e assim acabo agindo. E venho a encontrar um grande embate entre a religiosidade e a vida publica, sinto que a distância entre uma e outra é tão grande que quando tento mostrar estas ideias me sinto ridiculo até diante de quem as devia conhecer. E encontro a frieza do não religioso dentro do coração religioso de quem chamo de irmão de fé.




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